Tratamento de crianças com paralisia cerebral

é facilitado por sistemas computacionais

Projeto desenvolvido por pesquisadores utiliza jogos interativos para auxiliar o desenvolvimento motor e cognitivo

O tratamento de crianças com paralisia cerebral com o auxílio de ambiente virtual é o objeto de estudo de Victor Hugo de Albuquerque, professor do Programa de Pós-Graduação em Informática Aplicada da Unifor (PPGIA), e da aluna Juliana Oliveira, doutoranda do PPGIA.

O trabalho ‘Tecnologia Assistiva para reabilitação de deficiências audiomotoras e cognitivas aplicadas em crianças com paralisia cerebral’ parte da pesquisa de mestrado de Juliana, originalmente nomeado como ‘REHAB FUN: an assistive technology in neurological motor disorders rehabilitation of children with cerebral palsy’.

O artigo foi veiculado em uma revista internacional com grande fator de impacto, método que avalia a importância de periódicos científicos em suas respectivas áreas. A Neural Computing and Applications possui altos índices de citações recebidas no campo da Informática e pontuação de 4,2.

O sistema interativo criado abriga inúmeros cenários, nos quais a cognição e as funções motoras são desenvolvidas. Segundo Victor Hugo, a criança deverá identificar objetos e cores, e em seguida, os organizar nos locais correspondentes. Dessa forma, o sensor de movimentos leap motion capta a ação da mão acima do tensor, que pode contribuir na melhora dos movimentos, pois essas crianças apresentam dificuldades de motricidade manual.

Profissionais de diversas áreas como neurologistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais foram consultados desde o início do projeto. Vitor, que recebeu assistencia de fisiterapeutas em todo o processo, diz que os recursos computacionais servem como instrumentos e não dispensam ajuda de especialistas. O uso dessa ferramenta é uma possibilidade de caminho diferente dos tratamentos tradicionais realizados no Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI), onde aconteceu a estréia do sistema de jogos.

Diversas pessoas são impactadas na construção da proposta. Para o professor, a contribuição social é a parte principal pois facilita os procedimentos de diversas formas. Desde a vontade das crianças em realizarem as ações e a satisfação da família ao perceber os resultados, até a facilidade que propõe às crianças, geralmente desfavorecidas e com dificuldades para chegar ao hospital. O tratamento alternativo, também importante aos profissionais da saúde, pretende ser continuado em doutorado de Juliana.

A iniciativa recebeu opiniões sobre seus rumos através de parceria de especialistas da área de informática e da saúde da Universidade Valparaíso, no Chile. É provável a continuação da construção do projeto nos laboratórios de informática da Unifor, como aconteceu durante o desenvolvimento do trabalho.