Projeto de natação na USP

ajuda pessoas com limitações motoras

A cada semestre mais de 100 pessoas participam do curso comunitário Natação Inclusiva no campus Cidade Universitária da USP. O objetivo é que o grupo desenvolva nas aulas a habilidade de deslocar-se na água de forma segura e autônoma, sem restrição aos estilos tradicionais da natação.

O público é variado e acolhe pessoas com deficiências físicas, intelectuais e pessoas sem deficiência, mas com limitações como hérnia de disco ou problemas de coluna. Para a professora Elisabeth Mattos, essa miscelânea é benéfica para os participantes que começam a enxergar o seu potencial e se sentem mais capazes.

Elisabeth, que hoje está aposentada, foi quem iniciou o curso há mais de 20 anos na Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP, em São Paulo. A atividade é resultado de sua pesquisa de doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e de sua percepção da demanda da população carente de oportunidades para se exercitar. Hoje, o curso é um programa permanente coordenado por Otávio Luis Piva da Cunha Furtado.

Os participantes ressaltam a importância das aulas para seus integrantes como forma de melhorar a socialização, comunicação e autonomia. Mas para isso têm sido importante contar com uma equipe multidisciplinar. As aulas exigem estudo, flexibilidade e planejamento para atender cada particularidade. É primordial que cada atendimento seja feito reconhecendo quem é o aluno, pois cada pessoa traz uma bagagem de vida, preferências de comunicação, de toque, de orientação.

Em 2018 foram envolvidos cerca de 18 estagiários por semestre, oriundos não só da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) como também dos cursos de Educação Física e Saúde (EACH), Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia (Fofito) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

Um programa nesses moldes é difícil de ser encontrado em outros lugares, por isso, há fila de espera para matrícula de novos alunos. A professora Elisabeth acredita que os alunos de graduação deveriam estar mais atentos à atividade física inclusiva como mercado de trabalho.