Singularidade e Deficiência

Singularidade: A singularidade apresenta-se nos seres humanos relacionada a elementos ou traços característicos da forma física ou natural. Mas ela também pode apresentar-se nas características cognitivas e psicológicas do desenvolvimento humano, que podem se destacar dos comportamentos dos demais. É a chamada singularidade humana. *

* Fonte: disponível em: < https://www.significados.com.br/singularidade/>

Deficiência: Deficiência é qualquer tipo de perda ou anormalidade que limite as funções físicas, sensoriais ou intelectuais de uma pessoa *; do latim deficiente, declinação de deficiens, do mesmo étimo do verbo deficere, faltar, falhar.

* Fonte: disponível em: <https://www.significados.com.br/deficiencia/>

Quem vemos quando olhamos uma pessoa com deficiência? Um rosto? Ou uma deficiência? Uma singularidade? Ou a falta?

Pensar a subjetividade do deficiente é considerar a singularidade humana na linha tênue em que ela precisa ser garantida diante de sua vulnerabilidade social e de sua quase invisibilidade. Historicamente a pessoa com deficiência sempre foi vista pelas incompetências e isso trouxe marcas na posição que ocupam na sociedade. Como ressignificar esse modo de olhar?

Parece-nos que um ponto de partida seria a não comparação com a pessoa normal. As diferenças são inerentes a qualquer sujeito. Já a não negação da deficiência faz com que possamos abrir caminhos novos na interação: reconhecer, perceber, ouvir, falar, valorizar, aprender, criar! Que mundos podem se abrir quando nos envolvemos com as alteridades que se apresentam diante de nós como um outro, desconhecido, diferente e semelhante? Um olhar sensível e curioso é uma chave que abre portas, onde dentro existem universos que pedem a criação de novas histórias.

Essas novas histórias sociais poderão ser escritas quando a sociedade civil efetivamente reconhecer que os grupos sociais / de pertencimento, independente da diversidade humana, podem dialogar entre si, como também podem existir de acordo com semelhanças e significados compartilhados. Co-existindo pela semelhança e pela diferença!

Temos o direito a ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza; e temos o direito a ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza. Daí a necessidade de uma igualdade que reconheça as diferenças e de uma diferença que não produza, alimente ou reproduza as desigualdades. (Santos, Boaventura de Souza. Reconhecer para libertar: os caminhos do cosmopolitanismo multicultural. Introdução: para ampliar o cânone do reconhecimento, da diferença e da igualdade. Rio de janeiro: Civilização Brasileira,2003:56 ) *

* Fonte: Disponível em: https://www.pensador.com/frase/MTEzNTExNw/

Equipe IADHEC