O autismo

e a importância das equipes multidisciplinares

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, o transtorno do espectro autista (TEA) reúne condições que implicam em algum comprometimento no comportamento social, na comunicação, na linguagem e no domínio lógico simbólico. Por isso é importante tratar as pessoas com o transtorno de uma forma ampla que atenda suas diversas características.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que cerca de 70 milhões de pessoas são diagnosticadas com o transtorno, com diferentes graus de intensidade. O número elevado de indivíduos com o transtorno alerta para a necessidade da adoção de estratégias para o diagnóstico precoce e para o atendimento às necessidades dessa população.

Rodrigo Carneiro Campos, neurologista infantil e presidente da regional mineira da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil, alerta para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento realizado por uma equipe multidisciplinar: “Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de uma intervenção mais direcionada com adoção de medidas efetivas. No caso do TEA, o diagnóstico leva um tempo e deve ser feito por equipe multidisciplinar que reúne pediatras, neurologistas, psiquiatras, educadores e terapeutas”.

O uso de brincadeiras e de atividades lúdicas ajudam muito na promoção da sociabilidade da pessoa com autismo e é uma das estratégias que vem se mostrando extremamente eficiente.