Inclusão

possibilitada pela especialização no atendimento educacional

De acordo com o último Censo da Educação, seis em cada dez crianças com deficiências, superdotação, altas habilidades ou transtornos globais do desenvolvimento estão principalmente inscritos no ensino regular, na cidade de Curitiba. Possibilitar condições reais de acesso, aprendizagem e participação, no entanto, é mais que uma tendência a se comemorar: pais, professores e outros profissionais estão presentes em lutas essenciais para que seja possível promover inclusão efetiva.

Criadas em 2008 junto à Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, as Salas de Recursos Multifuncionais e o trabalho desenvolvido no Atendimento Educacional Especializado (AEE) representam grande parte desses esforços. Implantado há mais de 10 anos, o programa tem como saldo 28 Salas de Recursos Multifuncionais que asseguram o atendimento especializado a aproximadamente 400 crianças, em Curitiba. 

O aprendizado nas aulas regulares é facilitado pelo atendimento particular aos alunos no contraturno escolar. Mudando de acordo com as necessidades específicas de cada criança, este atendimento pedagógico é feito por um profissional especializado em educação especial e inclusiva e visa o desenvolvimento de habilidades e ferramentas de apoio que auxiliem na promoção da autonomia.

Fundamental para a garantia do atendimento em caráter global e para o planejamento das atividades a desenvolver na Sala de Recursos, a comunicação ocorre por meio da interlocução entre os professores da turma regular, a família e quaisquer profissionais da saúde que acompanhem o atendimento de cada criança. Dessa forma, é possível moldar o plano de atividades e olhar de forma total para as necessidades singulares de cada estudante.

Estando próximo da criança na sala de aula do ensino regular, o profissional do Atendimento Educacional Especializado pode somar suas percepções com o planejamento do professor e dá apoio para a percepção das possíveis causas que tornam a aprendizagem mais difícil. Além de permitir a criação de estratégias e práticas pedagógicas que auxiliem na superação desses obstáculos, o atendimento global e próximo do dia a dia dos alunos fazem do AEE, realizado em Curitiba, importante em nível nacional.

Como resposta ao crescimento do número de matrículas de estudantes com deficiências, superdotação, altas habilidades ou transtornos globais do desenvolvimento no ensino regular em Curitiba, é necessário que haja preparação por parte do município para que se garanta o acesso à educação a essas crianças. Para tanto, é importante investir na ampliação do número de Salas de Recursos Multifuncionais e incentivar e valorizar a formação especializada, proporcionando reais condições de acesso, participação e aprendizagem e tornando Curitiba uma cidade mais inclusiva.